quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

sobre nós

Creio sinceramente que acredito em várias coisas, isso quer dizer que especificamente não acredito em nada. minha cristandade irrefletida e intintiva, caseira, matriarcal luta contra uma racionalidade que não se passa por ateísta mas parece ultrapassar os pontos de vista de uma descrença anicristã propriamnete dita. Talvez possa chamá-la de um relaxamento ideológico. E esse é um sintoma da minha geração, o fato de descrermos no mais especifico não nos torna especialmente antiacreditadores.
Nascemos num mundo que rejeita num só lance o comunismo, diante do seu fracasso, e do capitalismo diante das suas consequências desastrosas. E da mesma forma concordamos com pontos de vista marxistas na sua análise do estado, e discutimos política tomando coca-cola.
Isso é mal? as gerações não podem ser julgadas por seus sujeitos. Mas posso dizer que não acho má essa plurivocidade. Com algumas ressalvas: um tal relaxamento ideológico pode recair facilmente numa alienação, palavra que está fora de moda mas que denota acertadamente o que quero dizer.
Somos uma geração de diplomatas, de Aires, mesmo assim o caminho do meio é bem turbulento.

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